Nos termos do disposto no artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, o Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes, informa que se encontra disponível para consulta pública, pelo prazo de 30 (trinta) dias consecutivos a partir da data da publicação em Diário da República, a proposta de revisão ao Regulamento Interno deste Agrupamento.
Nascido no seio de uma família olhanense, Francisco Fernandes Lopes fez a escola primária em Olhão, passando posteriormente a estudar no Liceu de Faro. Logo aí começou a destacar-se, senão pelo seu génio, pelo menos pela sua memória, pois chegou a saber de cor todo o primeiro Canto d'Os Lusíadas, e mais duas centenas e meia de versos de outros episódios. Segue então para Lisboa, para finalizar os estudos que o conduzirão à Universidade, tendo sido aparentemente influenciado por Francisco Pulido Valente para cursar medicina. Francisco Fernandes Lopes também conheceu, ainda em Lisboa, uma plêiade de futuras personalidades ilustres e reconhecidas nas mais diversas áreas: os irmãos Pedro e Luís de Freitas Branco, Ivo Cruz, , Leonardo Rey Colaço de Castro Freire, Câmara Reis, Almada Negreiros, Ruy Coelho.
Ingressou então na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde finalizou a licenciatura, em 1911, com uma média de 18 valores. Em 1916 finalmente doutorou-se, com a brilhante média de 19 valores, depois de apresentar uma tese sobre "Drogas e Farmacopeia". Obteve logo convites para leccionar nesta Faculdade, mas renuncia e regressa à sua vila natal. Resposta negativa semelhante deu a Leonardo Coimbra que o viria a convidar para ser professor de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e a Fernando Pessoa, que, segundo três cartas datadas de 1919, convidou-o para um projecto de edição de uma revista sobre cultura portuguesa dedicada a estrangeiros. Para Fernando Pessoa, apenas Francisco Fernandes Lopes e mais uns poucos (nunca referidos mas que seriam "[quase] numericamente ninguém"...) teriam os golpes de génio necessários para mostrar no estrangeiro a grandeza intelectual da cultura portuguesa.
No dia 27 de outubro, os alunos do 3.º G, do Curso Profissional de Técnico de Ação Educativa, percorreram a escola de sala em sala, numa verdadeira Maratona de Leitura, assinalando o Dia Internacional da Biblioteca Escolar, comemorado no dia 26.
Os alunos leram e apresentaram uma leitura encenada do poema «As Bibliotecas», de Maria Teresa Horta, sendo calorosamente recebidos por alunos, docentes e não docentes, levando a poesia e o gosto pela leitura a diferentes espaços da escola.
Organizada pela Biblioteca Escolar, em articulação com os docentes da turma, esta Maratona de Leitura mostrou que os livros e a poesia podem sair das estantes e das salas de aula para aproximar pessoas, despertar emoções e celebrar a leitura em comunidade.